O Vendedor de Sonhos

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Pude assistir ao filme Vendedor de Sonhos, baseado na obra do renomado médico psiquiatra Augusto Cury e confesso que me emocionei bastante, afinal, não poderia ser diferente.

Obviamente que não vou contar a trama, mas quero citar um ponto alto onde pude tirar lições valiosas para minha vida. Quando digo ponto alto, digo quase no sentido literal, porque é utilizado a “virgula” durante a fala das personagens para dar todo sentido à história. Como todos sabemos, a virgula segundo a norma culta, é um sinal de pontuação que marca uma pequena pausa na narrativa, vindo logo em seguida a continuidade da história .

A ideia da trama é justamente essa, mostrar que existem tantas pessoas dos mais variados extratos da sociedade pensando em dar cabo de suas vidas, ou seja, um “ponto final” visto que tem passado por inúmeras lutas, e que veem na morte a única solução para seus problemas. Quantas pessoas que fizeram escolhas mal sucedidas ou são vítimas de inúmeras circunstâncias alheias à sua vontade que estão passando dia a dia ao nosso lado que sequer percebemos como estão e sua aflição.

Pois é, nosso mundo está assim. O ator ainda comenta: o passado é meu algoz – com a clara inferência de que convivemos com sombras de atitudes que passaram por nós, mas que ainda são relevantes.

Outra questão clara é o perdão. Como a falta de perdão nos aprisiona, seja o perdoar, receber perdão ou por vezes sendo o mais difícil; se perdoar. E vivendo nessa neura, milhares de vidas são ceifadas pelo desespero e pela impossibilidade de encontrar uma saída. Nesse aspecto, o filme aborda uma questão que eu ainda não tinha pensado: “o suicidada não quer se matar; ele quer acabar com sua dor” porém “são assassinos porque também acabam com a vida dos que ficam”.

Que situação horrível, a sociedade nunca esteve tão doente. É tão rica, porém medíocre. Muita tecnologia, porém pouca pró-atividade. Pessoas incapazes de decidir coisas simples e nesse mar de confusão, vão interiorizando frustrações e somatizando dores, definhando e morrendo. O filósofo contemporâneo Sartre disse uma verdade: “ Não importa o que a vida fez de você, importa o que você faz com o que a vida fez de você”.

Aqui está a grande jogada, o” pulo do gato”, nossa ATITUDE frente o problema. Não é à toa que Jesus o Cristo deixou uma palavra muito interessante registrada no livro de Mateus 6:22 e 23 parte a – “Os olhos são a lâmpada do corpo. Portanto, se teus olhos forem bons, teu corpo será pleno de luz. Porém, se teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em absoluta escuridão”. A forma como olho ou encaro meus problemas me possibilitam encontrar uma saída ou me sentir cego me entregando totalmente às circunstancias, ficando à mercê do que venha me acontecer. Posso “ficar deitado eternamente em berço esplendido” ou cantando “deixa a vida me levar”.

Creia, uma vírgula poderá fazer toda diferença, não coloque um ponto final, há muita vida pela frente.

Eu decidi colocar uma vírgula em minha vida, e você?

 

Fraternalmente, Lúcio Reis – Prof.